Brazilian Times

O primeiro semanário brasileiro nos EUA

Morte de Renee Good durante operação migratória gera duas ações contra autoridades federais

Nove meses depois da morte de Renee Good durante uma abordagem de agentes de imigração em Minneapolis, o caso entrou em uma nova fase. A família da mulher de 37 anos recorreu à Justiça federal com duas ações civis que…

Publicado em 10/01/26
Compartilhar:f𝕏W
Morte de Renee Good durante operação migratória gera duas ações contra autoridades federais

Nove meses depois da morte de Renee Good durante uma abordagem de agentes de imigração em Minneapolis, o caso entrou em uma nova fase. A família da mulher de 37 anos recorreu à Justiça federal com duas ações civis que buscam responsabilizar tanto os Estados Unidos quanto integrantes da operação que terminou com os disparos.

Good morreu em 7 de janeiro, enquanto estava dentro de seu veículo. Jonathan Ross, agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), foi identificado como o responsável pelos tiros.

Em uma das ações, o governo federal aparece como réu. Com base na Federal Tort Claims Act, os familiares apresentam diferentes alegações relacionadas à atuação dos agentes, incluindo morte indevida, negligência, prisão ilegal e sofrimento emocional.

A outra ação concentra-se na responsabilização individual de autoridades e funcionários federais. Além de Ross, o processo inclui nomes como Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, e Kristi Noem, que ocupou o comando do Departamento de Segurança Interna.

O episódio ocorreu durante um período de forte presença de agentes federais em Minnesota. Cerca de um mês antes da morte de Good, aproximadamente 3 mil agentes haviam sido enviados para a região de Minneapolis e Saint Paul como parte da operação denominada “Metro Surge”.

A mobilização federal provocou manifestações e enfrentou resistência de autoridades locais e estaduais. A operação, que havia sido implementada dentro da política de fiscalização migratória do governo Trump, foi encerrada em fevereiro.

Agora, caberá à Justiça analisar os argumentos apresentados pelos familiares e as eventuais respostas dos réus. Até a apresentação das ações, o governo Trump não havia divulgado posicionamento sobre os novos processos.

Fonte: Da redação

Compartilhar matéria:

Veja também